segunda-feira, 16 de abril de 2018

A INFLUÊNCIA DA URETRITE NO DESENVOLVIMENTO DAS DISFUNÇÕES SEXUAIS

A uretrite é uma infeção da uretra, o canal que leva a urina desde a bexiga ao exterior do corpo. Corresponde a inflamação da mucosa interna da uretra. É uma doença normalmente de origem infecciosa, provocada por microrganismos, cujo contágio mais frequente costuma ocorrer por via sexual.

Entre as bactérias que mais costumam causar uretrites são: Nesseria gonorrheae, que pode desenvolver-se também na faringe e no canal do ânus, e Chlamydia trachomatis, que se desenvolve dentro das células. Outras bactérias que comumente provocam infeções no trato urinário também causam uretrite, como a Escherichia coli.
Uretrite também pode ser causada por vírus, especialmente em decorrência de alguma doença sexualmente transmissível. Gonorreia e clamídia estão entre as principais doenças venéreas capazes de provocar a inflamação. Além deles, os vírus causadores de HPV e herpes simples também parecem estar envolvidos nas possíveis causas da uretrite. 

Mas esta patologia também pode ser causada por fatores químicos, como por exemplo, o uso de espermicídas, e por motivos traumáticos, como uma cirurgia ou presença de um corpo estranho na uretra.

As infeções do trato urinário representam um problema de saúde grave, em parte devido à sua ocorrência frequente. As evidências clínicas e experimentais sustentam que a subida de microrganismos pela uretra é a via mais comum que conduz a infeções do trato urinário.
Nos homens a infeção pode depois de passar pela uretra se instalar na próstata, o que acontece em grande parte dos casos.

Já nas mulheres, devido a sua anatomia onde o canal da uretra é mais curto, os microrganismos geralmente deslocam-se para a uretra desde o canal vaginal. Na maior parte dos casos, as bactérias chegam do intestino grosso e alcançam a vagina a partir do ânus.

Os homens são muito menos propensos a desenvolver uretrites. Os microrganismos transmitidos por via sexual, decorrem principalmente da exposição sexual desprotegida. E na maioria dos casos estão associadas a Prostatite (inflamação da próstata), o que pode trazer sintomas diversos relacionados as disfunções sexuais. Entre os sintomas mais comuns estão a disfunção erétil e os distúrbios na ejaculação, podendo ser precoce, retardada ou não haver realmente ejaculação (anorgasmia).

Os sintomas mais comuns de Uretrite são:

Homens

  • Sangue na urina e/ou no sémen;
  • Febre e calafrios;
  • Secreção no pénis;
  • Ardor ao urinar;
  • Micção frequente e urgente;
  • Dor durante a relação sexual ou ao ejacular.
Mulheres

  • Dor abdominal;
  • Febre e calafrios;
  • Micção frequente e urgente;
  • Dor pélvica;
  • Secreção vaginal; 

Uma pessoa que for exposta a muitos parceiros ou tem um histórico de doenças sexualmente transmissíveis está sob maior risco de contrair uretrites.

O tratamento da Uretrite é realizado através de terapia farmacológica associada à terapia laser de baixa intensidade. Sendo o médico especialista a avaliar cada caso e por consequência definir um protocolo individualizado para o tratamento.


Após a 5.ª ou 6.ª sessões registam-se melhorias significativas no estado geral dos pacientes, diminuição das dores e dos outros possíveis sintomas e redução do processo inflamatório na sequência do aumento da irrigação sanguínea local.

Henrique Pedroso
Fisioterapeuta
henrique.pedroso@clinicadopoder.pt

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Referências técnicas e científicas:

https://www.clinicadopoder.pt/pt/especialidades/urologia/uretrite

http://www.apurologia.pt/guidelines/Infeccoes-Urinarias.pdf

https://www.msdmanuals.com/pt-pt/casa/distúrbios-renais-e-urinários/infecções-do-trato-urinário-itu/uretrite

COSTA, Luís; PRÍNCIPE, Paulo. Infecção do tracto urinário. Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, [S.l.], v. 21, n. 2, p. 219-25, mar. 2005. Disponível em:  http://rpmgf.pt/ojs/index.php/rpmgf/article/view/10126

HEILBERG, Ita; SCHOR, Nestor. Abordagem diagnóstica e terapêutica na infecção do trato urinário – ITU. Rev Assoc Med Bras 2003; 49(1): 109-16. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/%0D/ramb/v49n1/15390.pdf

terça-feira, 10 de abril de 2018

DOR CRÓNICA GERAL E TRATAMENTO DA DOR


O QUE É A DOR?

Uma experiência desagradável, uma sensação forte de natureza física ou  emocional. Na realidade pode-se dizer que é um mecanismo de sobrevivência e proteção, através do qual o organismo alerta para uma anomalia existente numa ou mais zonas do corpo.

Responsável por 80% das visitas ao médico e de múltiplas origens como  traumatismos, infeções,  neuropatias e inflamações.


Existe a dor crónica não oncológica (DCNO) que é aquela que resulta de qualquer patologia não neoplásica e que se mantém de forma contínua por pelo menos 3 meses. Outro indicador é o facto de a DCNO persistir para além da cura aparente da lesão que o originou.

TRATAR A DOR DE FORMA NÃO INVASIVA E SEM MEDICAMENTOS

O tratamento com LASER médico, ou LLLT (= Low Level Laser Therapy), pode exercer um papel determinante na redução da dor crónica e da inflamação, bem como na dor associada à:


Agora pode ter uma vida ativa e preenchida com tratamentos de apenas 20 minutos diários por alguns dias. Já não precisa de viver com dor permanente!

COMO PODE O LASER MÉDICO REDUZIR A DOR?

Laser médico estimula as células do corpo a libertar Óxido Nítrico na circulação sanguínea e nos tecidos próximos. Isso permite relaxar as células que se encontram nas artérias, veias capilares e vasos linfáticos. Com os músculos relaxados e os vasos sanguíneos, ocorre um aumento significativo da circulação do sangue. Desta forma, o organismo pode mais facilmente tratar a zona afetada, substituindo de forma mais rápida as células danificadas através do aumento da síntese/produção de RNA e de DNA.


Por outro lado, o recurso ao LLLT (= Low Level Laser Therapy) estimula a libertação de Adenosina TriPhosfato (ATP), que transporta energia para as células e auxilia na produção de endorfinas, que, por sua vez, facilitam o alívio da dor a longo prazo.

O laser médico é uma combinação de ondas eletromagnéticas de luz não visível  (infravermelha) e visível (vermelha e azul). A luz infravermelha tem um comprimento de onda mais longo, sendo capaz de penetrar mais profundamente nos tecidos moles. Por consequência, a luz infravermelha atua nos músculos mais profundos, ossos e articulações. 
              
A combinação de ambos os tipos de luz evidenciou o alívio da dor e o aceleramento da cura através dos seguintes processos:

  • Aumento da circulação sanguínea;
  • Alívio da dor;
  • Desencadeamento da produção de endorfinas, o que facilita o alívio da dor a longo prazo;
  • Alivia o inchaço, através do aumento da atividade do sistema linfático;
  • Estimula a libertação de Adenosina TriPhosfato (ATP), que transporta energia para as células;
  • Substitui células danificadas com maior rapidez através do aumento da síntese de RNA e DNA.
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quinta-feira, 5 de abril de 2018

TRATAMENTO DA DOENÇA ARTERIAL PERIFÉRICA

A Doença Arterial Periférica caracteriza-se por ser uma patologia de natureza obstrutiva do lúmen arterial, resultando num défice de fluxo sanguíneo aos tecidos, cuja principal consequência é a presença de sinais e sintomas característicos de isquemia.

FATORES DE RISCO 

Ausência da prática regular de exercício físico; Hipertensão; Hipercolesterolemia; História familiar de angina de peito; Enfarte do miocárdio; Acidente vascular cerebral; Aneurisma da aorta abdominal; Doença renal associada à hemodiálise.

CAUSAS

Tabagismo; Excesso de peso; Diabetes; Hipertensão Arterial.

SINTOMAS

Dor nas pernas ao caminhar; Claudicação; Dormência e fraqueza nas pernas; Feridas nos dedos, pés e pernas que não cicatrizam; Pernas mais frias e/ou mais pálidas; Mudança de cor (cianose); Disfunção erétil (em casos mais graves).

OBJETIVOS DO TRATAMENTO

• Alívio e remoção da dor;
• Diminuição do risco de ataque cardíaco;
• Cicatrização de feridas (se houver);
• Eliminação e/ou controlo dos fatores de risco;
• Controlo dos marcadores inflamatórios (homocisteína, Proteína C Reativa, LDL oxidada, Microalbuminúria, Mieloperioxidase, apolipoproteína)
• Melhoria da qualidade de vida e das atividades diárias.


TRATAMENTO

• Mudanças dos hábitos de vida;
• Dieta alimentar equilibrada;
Terapia laser de baixa intensidade.


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terça-feira, 20 de março de 2018

FIBROMIALGIA E A VITAMINA D

A fibromialgia (FM) é um distúrbio reumatológico crónico não articular caracterizado por dores musculoesqueléticas sistémicas crónicas com etiologia desconhecida, rigidez matinal, fadiga, distúrbios do sono, múltiplos pontos sensíveis, baixo limiar de dor, sintomas de depressão e ansiedade e problema de motilidade intestinal.

A FM afeta 4-5% da população com 30-60 anos de idade, 85-95% das quais são mulheres. A prevalência de FM em mulheres é 9 vezes maior do que a dos homens.


Vários estudos relataram os efeitos de níveis anormais de neurotransmissores e distúrbios do sistema endócrino e a FM. Por outras palavras, a interação entre fatores neuroendócrinos, metabólicos e imunológicos no desenvolvimento de FM não pode ser ignorada. Além disso, outros fatores como a genética, níveis e produção de serotonina, melatonina, substância P, endorfinas e vitamina D foram demonstrados como responsáveis pela fisiopatologia da doença.

VITAMINA D

A vitamina D é um importante regulador do sistema imunitário que atua como um cofator ativo na incidência de doenças auto-imunes, como esclerose múltipla, arterite reumatóide, diabetes mellitus dependente de insulina e síndrome do intestino irritável.

A vitamina D ativa funciona em cerca de 30 tecidos e órgãos no núcleo da célula e na membrana celular; o sistema musculoesquelético sendo um deles. Portanto, a vitamina D é muito importante para o desenvolvimento normal e função do sistema músculo-esquelético. A deficiência de vitamina D é definida como o nível sérico de 25 hidroxi- vitamina D inferior a 20 ng / ml (50 nmol / ml). Parece que mais de um bilhão de pessoas sofrem de deficiência de vitamina D. Este problema pode levar à fraqueza muscular, carência na mineralização esquelética, risco de fraturas em idosos e dor generalizada do corpo.

Referente à FM o Dr. Michael Holick refere:

“Quando alguém se apresenta num gabinete com sintomas difusos de dor óssea e fraqueza muscular, o clínico não tem, geralmente, consciência de que esses são os sintomas de deficiência de vitamina D e os seus níveis desta vitamina não são testados. Se o fizessem, os médicos iriam descobrir que muitas das pessoas com estes sintomas sofrem de deficiência de vitamina D. Entre 40 e 60% das pessoas que vão à minha clínica após lhes ter isso diagnosticada fibromialgia ou fadiga crónica, ou às quais foi dito que sofre de depressão, têm realmente osteomalacia relacionada com deficiência de vitamina D. Estes pacientes podem ser tratados com sucesso através da suplementação de vitamina D e da exposição à luz solar. (…)

O Dr. Gregory A.Plotnikoff, da Escola de Medicina da Universidade de Minnesota, relatou em 2003 que, de uma amostra de 150 crianças e adultos, com idades compreendidas entre os 10 e os 65 anos, que entraram numa urgência com queixas não especificas de dores ósseas, 93% tinham deficiência de vitamina D. Estes pacientes receberam inicialmente uma grande variedade de diagnósticos, incluindo doença articular degenerativa, depressão crónica (cujo nome técnico é distimia), síndrome de fadiga crónica, artrite e, claro, fibromialgia. Além disso, receberam também uma vasta gama de tratamentos; mulheres jovens foram mandadas para a casa com AINE (anti-inflamatórios não esteroides, como, por exemplo, o Aleve) de venda livre, enquanto um senhor afro-americano mais velho (de 58 anos) foi enviado para casa com um narcótico, entre muitas outras drogas fortes. Não havia 25-vitamina D nenhuma em cinco pacientes, aos quais foi dito que a dor estava «na sua cabeça».”

CONCLUSÃO

Apesar da falta de consenso sobre a associação entre vitamina D e FM, vários estudos mencionaram a correlação entre a diminuída concentração de vitamina D e dores musculoesqueléticas não específicas, enquanto que outros estudos relataram a associação entre a deficiência de vitamina D e manifestações clínicas de FM. A otimização dos níveis de vit. D em pacientes com FM tem mostrado a redução da perceção da dor em pontos específicos e é hoje uma abordagem importante para prevenção de mutações celulares e outras patologias auto-imunes.

TRATAMENTO VITAMINA D COM ALTAS DOSES


A suplementação com altas doses de vitamina D3, para efeito de tratamento para doenças autoimunes e outras, tem mostrado efeitos benéficos significativos ao redor de todo o mundo. Este tratamento deve ter aplicado com o acompanhamento de um médico especialista nesta terapia especializada. Além disso, nesta terapia é exigida uma alimentação específica que visa nutrir o organismo da melhor forma e não contrariar o tratamento, causando efeitos negativos.

Dra. Inês Silva Pereira
Nutricionista
ines.pereira@clinicadopoder.pt

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Referências técnicas e científicas:

Abeles AM, Pillinger MH, Solitar BM, Abeles M. Narrative review: the pathophysiology of fibromyalgia. Ann Intern Med. 2007;146:726–734. [PubMed]

Abokrysha NT. Vitamin D deficiency in women with fibromyalgia in Saudi Arabia. Pain Med. 2012;13:452–458. [PubMed]

Arnold LM, Clauw DJ, Dunegan LJ, Turk DC FibroCollaborative. A framework for fibromyalgia management for primary care providers. Mayo Clin Proc. 2012;87:488–496. [PMC free article] [PubMed]

Baygutalp NK, Baygutalp F, Şeferoğlu B, Bakan E. The relation between serum vitamin D levels and clinical findings of fibromyalgia syndrome. Dicle Med J. 2014;41:446–450.

Bergman S. Management of musculoskeletal pain. Best Pract Res Clin Rheumatol. 2007;21:153–166.[PubMed]

Dogru, Atalay et al. “Effects of Vitamin D Therapy on Quality of Life in Patients with Fibromyalgia.” The Eurasian Journal of Medicine 49.2 (2017): 113–117. PMC. Web. 12 Mar. 2018.

Labeeb AA, Al-Sharaki DR. Detection of serum 25(OH)-vitamin D level in the serum of women with fibromyalgia syndrome and its relation to pain severity. Egypt Rheumatol Rehabil. 2015;42:196–200.

Makrani AH, Afshari M, Ghajar M, Forooghi Z, Moosazadeh M. Vitamin D and fibromyalgia: a meta-analysis. The Korean Journal of Pain. 2017;30(4):250-257. doi:10.3344/kjp.2017.30.4.250.

Okyay R, Koçyigit B, Gürsoy S. Vitamin D levels in women with fibromyalgia and relationship between pain, tender point count and disease activity. Acta Med Mediterr. 2016;32:243–247.

Olama SM, Senna MK, Elarman MM, Elhawary G. Serum vitamin D level and bone mineral density in premenopausal Egyptian women with fibromyalgia. Rheumatol Int. 2013;33:185–192. [PubMed]

Wolfe F, Smythe HA, Yunus MB, Bennett RM, Bombardier C, Goldenberg DL, et al. The American college of rheumatology 1990 criteria for the classification of fibromyalgia. Report of the multicenter criteria committee. Arthritis Rheum. 1990;33:160–172. [PubMed]

Wood PB, Holman AJ, Jones KD. Novel pharmacotherapy for fibromyalgia. Expert Opin Investig Drugs. 2007;16:829–841. [PubMed]

quarta-feira, 7 de março de 2018

CRESCIMENTO DO PÉNIS - MÉTODO DA CLÍNICA DO PODER

Entrevista
Paciente: sei que tem décadas de experiência em matéria de saúde sexual, incluindo o tema em análise, tanto em cirurgia como em medicina! Com todo esse conhecimento e experiência, designa o seu/vosso método de trabalho como “CRESCIMENTO DO PÉNIS. Porquê “CRESCIMENTO” e não“AUMENTO”?

Dr. José Pereira da Silva (Dr. JPS): Porque a essência e a substância do nosso conjunto de métodos de trabalho é o crescimento do pénis. Por outro lado, e em contraste com o nosso método, os diversos métodos cirúrgicos e mecânicos que conheço para aumento do pénis obtêm resultados bastante limitados:

- Esticar o 1/3 inicial do pénis através da cirurgia de alongamento, mas, mesmo essa condição de “esticadinho” apenas se aplica ao pénis flácido, ou seja, em repouso. Não resulta, portanto, num pénis maior, mesmo que em ereção.

- Ficar com uma “gola alta”, devido ao enxerto de gordura que lhe aumenta o volume.

- Esticar todo o pénis sem aumento de raio/perímetro. Ou seja, fica “esticadinho”, mas não cresce.

- Os resultados anatómico, fisiológico e estético/morfológico finais são dececionantes, mesmo quando não se verificam complicações pós-operatórias.


Paciente: são frequentes as complicações com a cirurgia e os métodos mecânicos usados para aumento do pénis?

Dr. JPS: Não são frequentes, mas podem ser catastróficas para os homens que delas sofrem. A incapacidade de funcionamento do pénis pode ir até aos 100%.


Paciente: qual é o resultado esperado pelo vosso Método de Crescimento do Pénis?

Dr. JPS: um pénis maior/crescido, harmonioso dos pontos de vista anatómico-funcional, morfológico e estético, ou seja, sem deformações, protuberâncias ou riscos (cuja aparência não seja a de um pénis “esticadinho” ou de “gola alta”). No fundo, um dos principais resultados é uma ereção de melhor qualidade.


Paciente: quem pode beneficiar do vosso programa de crescimento do pénis?

Dr. JPS: Há muitas pessoas que podem beneficiar deste programa:
  • Homens com micropénis;
  • Homens desejem fazer crescer o seu pénis;
  • Homens que identifiquem e queiram interromper e reverter a atrofia do pénis resultante do envelhecimento, da esclerose desenvolvida nos corpos cavernosos e da doença de peyronie;
  • Homens que estimam o seu pénis;
  • Mulheres que queiram tornar mais exuberantes e vistosos os genitais dos seus companheiros.

Paciente: como?

Utilizando uma combinação de instrumentos:

- Programas de pressão negativa;
- Medicação tópica;
- Medicação oral (em alguns casos).


Paciente: que resultados se obtêm?

- Inicialmente verifica-se um crescimento do pénis rápido mas progressivo e expressivo;
- Mais tarde pode manter-se um crescimento progressivo do órgão sexual masculino;
- O crescimento é longitudinal e radial/perímetro, na haste e na glande, sendo variável com o potencial de crescimento de cada pénis e o tempo de duração do tratamento com cada método.
- Melhora ou otimiza a potência sexual e melhora a sua autoestima.

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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

O QUE MUDA NO SEXO COM A MENOPAUSA?

A menopausa define o final da capacidade reprodutiva da mulher e acarreta diversas consequências físicas e psicológicas que destabilizam a mulher, quer a nível pessoal, social, conjugal ou sexual. E, devido ao aumento da esperança de vida, um maior número de mulheres vivencia um período crescente na menopausa, bem como todos os fatores a esta associados.

Antecedendo a menopausa, existe o climatério, fase em que ocorrem alterações no perfil hormonal da mulher que se caracteriza por irregularidades menstruais e sintomas característicos da diminuição de estrogénio, iniciando assim gradualmente alterações físicas e psicológicas.

Os problemas que caracterizam o climatério, como os afrontamentos, os episódios de transpiração ou as crises de palpitações, também podem influenciar negativamente a vida sexual, mas essencialmente porque causam desconforto e muitas vezes fazem a mulher sentir-se insegura se os problemas forem intensos.

Há também vários fatores de natureza psicológica que podem repercutir-se negativamente na vida da mulher, durante a menopausa. Neste período, por exemplo, é habitual verificar-se uma certa tendência para depressão, perturbação que, entre outras manifestações, origina uma diminuição do impulso sexual.

A sexualidade pode ser afetada também pela sua própria condição de saúde, pela saúde do seu parceiro, pelas medicações que ambos tomam e algumas mulheres podem não se interessar por sexo sequer. Existe a ideia, absolutamente falsa, mas ainda muito generalizada, de que a sexualidade é património da juventude. Com esse pensamento pode ocorrer uma sensação de insegurança pessoal ou uma convicção íntima de falta de atração que conduz ao desinteresse pela vida sexual.
Contudo, a dificuldade sexual mais comum é a perturbação da excitação, o que corresponde à dificuldade na lubrificação, originando diminuição do desejo sexual, aumento das relações sexuais dolorosas e dificuldade em atingir o orgasmo.

Por volta dos 50 anos os ovários deixam de funcionar diminuindo abruptamente a produção de hormonas. O ciclo menstrual resulta da interação cíclica da hormona estimuladora da libertação das gonadotrofinas (GnRH), produzidas no hipotálamo, hormona folículo-estimulante (FSH) e hormona luteinizante (LH).  A FSH e a LH estimulam por sua vez a produção de esteróides ováricos, estradiol e progesterona.

Após a menopausa ocorre uma total privação de estrogénios e androgénios tendo impacto em múltiplos sistemas.

A nível genital, por exemplo, o défice hormonal provoca como elemento mais significativo em relação ao ato sexual, uma progressiva atrofia das paredes da vagina, perdem elasticidade e são menos lubrificadas, podendo levar a algum desconforto ou mesmo dor durante à relação sexual e consequentemente diminuição do prazer.

Mais de 1/3 das mulheres referem problemas da função sexual nesta fase das suas vidas, mesmo sendo um tema difícil de se abordar.

Para algumas mulheres que tendem a associar a sexualidade à juventude, a fase da menopausa implica uma perda de interesse ou mesmo um total afastamento das relações sexuais. Para outras, pelo contrário, o final da etapa reprodutora implica uma espécie de libertação, pois já não receiam uma eventual gravidez, e algumas conseguem até superar nesta fase algumas inibições que condicionavam a sua vida sexual quando eram mais jovens. Além disso muitas mães que tem filhos já capazes de orientar suas vidas podem dedicar mais tempo a si próprias e ao seu parceiro, o que por muitas vezes significa um renascimento da vida sexual.

É importante que a mulher conheça as alterações fisiológicas presentes na menopausa, pois apenas desta forma poderá adequar-se às modificações e aproveitar todo o seu potencial a nível sexual.
A intensa mudança nas funções sociais, psicológicas, emocionais e físicas influenciam a função sexual normal. Porém poucas mulheres procuram tratamento adequado, apresentando como principais barreiras a opinião de que é “normal para a idade”.


Estas terapêuticas usadas antes e após a menopausa a fim de melhorar a qualidade de vida das mulheres podem ser aplicadas em simultâneo, atuando em sinergia, visando a maximização dos resultados:

Terapia farmacológica
Otimização hormonal
Dieta adequada
Prática de atividade física regular
Cura (ou melhoria significativa) de doenças associadas
Eliminação de fatores de elevada tensão emocional
Terapia laser de baixa intensidade.


A sexualidade é um pilar da qualidade de vida e é determinada por uma interação complexa de fatores que refletem experiências evolutivas com a relação sexual ao longo de todo o ciclo vital. A sexualidade dá as pessoas intimidade, afeição, amor, admiração, cumplicidade e Poder.

Henrique Pedroso
Fisioterapeuta
henrique.pedroso@clinicadopoder.pt

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Referências técnicas e científicas:

Badran, Andre Vannuchi, Aspectos da sexualidade na menopausa. Arq Med Hosp Fac Cienc Med Santa Casa São Paulo 2007; 52(2):39-43

Fernandes, Isabel Catarina Gomes, Consequências da menopausa na sexualidade feminina. Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, 2015. Tese de Mestrado

Sexualidade da mulher na menopausa, http://www.atlasdasaude.pt/publico/content/sexualidade-da-mulher-na-menopausa.

CREMA, Izabella Lenza; TILIO, Rafael De  and  CAMPOS, Maria Teresa de Assis. Repercussões da Menopausa para a Sexualidade de Idosas: Revisão Integrativa da Literatura. Psicol. cienc. prof. [online]. 2017, vol.37, n.3, pp.753-769.

Valença, Cecília Nogueira, Nascimento Filho, José Medeiros do and Germano, Raimunda Medeiros Mulher no climatério: reflexões sobre desejo sexual, beleza e feminilidade. Saude soc., Jun 2010, vol.19, no.2, p.273-285.
Cabral, Patrícia Uchôa Leitão et al. Physical activity and sexual function in middle-aged women. Rev Assoc Med Bras, Feb 2014, vol.60, no.1, p.47-52.

Giorno, Cecília Del et al. Efeitos do Trifolium pratense nos sintomas climatéricos e sexuais na pós-menopausa. Rev. Assoc. Med. Bras., 2010, vol.56, no.5, p.558-562.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

O PAPEL DA VITAMINA D NAS DOENÇAS AUTOIMUNES

O estilo de vida do homem hoje em dia deixa o sistema imunitário enfraquecido e desregulado, principalmente porque tem de desempenhar as suas funções de defesa em ambiente de carência nutricional, de stresse oxidativo e regra geral também em ambiente de “guerra imunitária”. Nestas circunstâncias a capacidade de funcionamento do sistema imunitário fica diminuída, o hábito de identificar elementos estranhos e patógenos é tal que, como resultado, se verifica uma “confusão na identificação do que é bom e mau” – surgem as doenças autoimunes.

DOENÇA AUTOIMUNE

Uma doença autoimune é uma doença em que o próprio sistema imunitário do organismo agride/ataca os tecidos sãos do corpo. O sistema imunitário é um complexo orgânico altamente organizado e projetado para procurar identificar e destruir invasores do corpo, incluindo agentes infecciosos, entre outras substâncias. Com a presença de um distúrbio autoimune o sistema imunitário produz frequentemente anticorpos incomuns que visavam inicialmente atingir algum elemento estranho, mas que de forma anormal acabam por atingir vários tecidos sãos. Ocorre frequentemente um processo de mimetismo molecular. 

Alguns exemplos de doenças autoimunes incluem lúpus eritematoso, síndrome de Sjogren, tireoidite de Hashimoto, artrite reumatóide, diabetes juvenil (tipo 1), polimiosite, esclerodermia, doença de Addison, vitiligo, anemia perniciosa, glomerulonefrite, fibrose pulmonar, síndrome de Guillain-Barré (polineuropatiaaguda ascendente), esclerose múltipla, cirrose biliar primária, espondilite anquilosante, miastenia gravis, psoríase, entre outras.

VITAMINA D – COMO INFLUENCIA A IMUNIDADE

Muitos fatores influenciam a funcionalidade do sistema imunitário, desde os hábitos alimentares, atividade física, sono, modelação hormonal, hábitos tabágicos, higiene mental e física, entre outros. Estudos têm percebido a estreita associação da Vitamina D e o sistema imune.

A vitamina D (vit. D) é uma pro-hormona que tem sido alvo de um número crescente de pesquisas nos últimos anos. Tem demonstrado a sua função além de no metabolismo do cálcio e da formação óssea, também na sua interação com o sistema imunitário. Esta interação não é totalmente nova tendo em vista que a expressão do recetor de vit. D já foi identificada numa ampla variedade de tecidos corporais tais como cérebro, coração, pele, intestino, gónadas, próstata, seios e células imunes, além de nos ossos, rins e paratiroides.

O efeito da vitamina D no sistema imunitário traduz-se num aumento da imunidade inata associado a uma regulação multifacetada da imunidade adquirida tendo sido também demonstrada uma relação entre a deficiência de vit. D e a prevalência de algumas doenças autoimunes como a diabetes insulino-dependente, esclerose múltipla, artrite reumatóide, lúpus erimatoso sistémico e a doença inflamatória intestinal.

A vit. D parece interagir com o sistema imunitário através da ação sobre a regulação e diferenciação de células como linfócitos, macrófagos e células natural-killer (NK), além de interferir na produção de citocinas (moléculas sinalizadoras inflamatórias).


Os macrófagos, as células dendríticas e as células T e B possuem a maquinaria enzimática para produzir vit. D, e a produção de enzimas pode ser induzida por vários fatores o que tende a gerir os processos inflamatórios do organismo. Portanto, a vit. D é capaz de contribuir fisiologicamente para a regulação autócrina e parácrina de imunidade tanto inatas como adquiridas através do recetor vit. D (VDR) expresso no núcleo dessas células.

A vitamina D possui uma potente atividade reguladora sobre o sistema imunológico, que suprime o programa anormal de atividades (denominado "Th17") responsável pelas agressões imunes contra o nosso próprio organismo (doenças autoimunes). Também induz a proliferação de células reguladoras, denominadas de linfócitos T reguladores (ou "Treg") o que contribui para inibir as agressões autoimunes.

A vitamina D como pró-hormona, apresenta uma função que consiste em produzir e modificar de necessário as reações biológicas nos tecidos-alvo por mediar a transcrição do genoma através do VDR (recetor de vit. D). O mecanismo de transcrição de genoma é extremamente importante pois vai conduzir à tradução em moléculas proteicas correspondentes que determinam o curso dos processos metabólicos nas células e tecidos, ou seja a vitamina D é essencial ao processo de divisão de celular, garante que os tecidos novos são sãos (não sofreram mutação) o tende a potenciar o bom funcionamento do novo órgão/tecido celular.

Em geral, a hormona D regula a expressão de aproximadamente 3% de todo o genoma do homem (mais de 1000 genes localizados em cromossomas diferentes). 

É a abundância de evidências epidemiológicas, tanto diretas quanto indiretas, bem como uma plausibilidade biológica significativa que comprova o papel da vitamina D no início e progressão de doenças autoimunes.

O tratamento com a vitamina D é um caminho, uma ferramenta muito útil em todo o processo de tratamento que deve ser associada a uma orientação e alteração do estilo de vida - o que se aplica em qualquer patologia.


Drª Inês Pereira
Nutricionista da Clínica do Poder
ines.pereira@clinicadopoder.pt

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Referências técnicas e científicas:

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