terça-feira, 14 de novembro de 2017

SINTOMAS DA ANDROPAUSA. SAIBA RECONHECÊ-LOS!

A  ANDROPAUSA conhecida também como hipogonadismo masculino tardio é um marco na vida do homem, que se deve a uma redução progressiva da produção hormonal, nomeadamente da testosterona, que pode ocorrer nos homens após os 35 anos.

A testosterona, sendo hormona sexual dominante no homem, é responsável pelas características masculinas como por ex: crescimento do pêlo e musculatura, assim como a capacidade reprodutiva. A sua redução ocorre em media 1,2% por ano após os 40 anos, podendo chegar, aos 70 anos, com cerca de 35% menos, comparado a um adulto jovem.


Também tem um papel importante em:
• Proteção cardiovascular (recetores de testosterona no coração)
• Reduz o colesterol, reduzindo assim a medicação necessária para o controlo de diabetes tipo 2)
• Incrementa a densidade óssea
• Aumenta a massa muscular e diminui a massa adiposa (controlo do peso e aumento da resistência física)
• Diminui o risco de aparecimento de doenças degenerativas
• Recupera a função sexual (aumenta a líbido, desempenho sexual)

Para além da diminuição normal dos níveis de testosterona associada à idade, constituir a  causa do aparecimento dos sintomas da Andropausa, os fatores como o estilo de vida, nomeadamente a alimentação, falta de exercício físico podem contribuir para o agravamento dos sintomas, assim como piorar a qualidade de vida do homem.

Caso apresente alguns dos sintomas referidos na imagem, é essencial que procure auxílio médico. Havendo necessidade e indicação, poderá encontrar solução através da reposição hormonal, para além de outros métodos de tratamento auxiliares e complementares, igualmente eficazes, tais como terapia laser de baixa intensidade, orientação nutricional personalizada, entre outros necessários.

A TESTOSTERONA É MUITO MAIS DO QUE A HORMONA SEXUAL MASCULINA. MEDIANTE OS SINAIS DE ANDROPAUSA, A REPOSIÇÃO DESTA HORMONA TORNA-SE IMPRESCINDÍVEL.

Se é homem e se identifica com esta situação, esteja alerta, não protele procurar ajuda por falta de tempo. Cuide da sua saúde geral e sexual! Otimize a sua energia sexual e o seu poder individual!

Marcos Silveira
Fisioterapeuta

Referências bibliográficas:

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

CONSEQUÊNCIAS DE SAÚDE GERAL E SEXUAL DO CONSUMO DO ÁLCOOL

METABOLIZAÇÃO DO ÁLCOOL

O álcool é metabolizado por vários processos. O mais comum desses caminhos envolve duas enzimas - álcool desidrogenase (ADH) e aldeído desidrogenase (ALDH). Essas enzimas ajudam a separar a molécula de álcool, possibilitando a sua eliminação do corpo. Primeiro, a ADH metaboliza o álcool transformando-o em acetaldeído, uma substância altamente tóxica e um carcinogénico conhecido. De seguida, num segundo passo, o acetaldeído é ainda metabolizado para outro subproduto menos ativo chamado acetato, que então é dividido em água e dióxido de carbono para fácil eliminação.

As enzimas citocromo P450 2E1 (CYP2E1) e catalase também quebram o álcool a acetaldeído. No entanto, o CYP2E1 só é ativo depois de consumo de grandes quantidades de álcool e a catalase metaboliza apenas uma pequena fração de álcool no corpo. Pequenas quantidades de álcool também são removidas através da interação com ácidos gordos para formar compostos denominados ésteres de etilo de ácidos gordos. Estes compostos demonstraram contribuir para danos ao fígado e ao pâncreas.


Acetaldeído é um subproduto tóxico intermediário que ocorre no início do processo de degradação do etanol. Embora o acetaldeído geralmente esteja no corpo apenas por pouco tempo antes de ser mais fragmentado em acetato, ele tem o potencial de causar danos significativos. Isso é particularmente evidente no fígado, onde a maior parte do metabolismo do álcool ocorre. Algum metabolismo do álcool também ocorre noutros tecidos, incluindo o pâncreas e o cérebro, causando danos às células e tecidos. Além disso, pequenas quantidades de álcool são metabolizadas em acetaldeído no trato gastrointestinal, expondo esses tecidos aos efeitos nocivos do acetaldeído.

CONSEQUÊNCIAS DE SAÚDE DO CONSUMO DO ÁLCOOL

Cancro

O consumo de álcool pode contribuir para o risco de desenvolver diferentes tipos de cancros, incluindo cancro do trato respiratório superior, fígado, cólon ou reto e peito. Isso ocorre de várias maneiras, inclusive através dos efeitos tóxicos do acetaldeído.

Muitos consumidores frequentes não desenvolvem cancro e algumas pessoas que bebem apenas moderadamente desenvolvem cancros relacionados ao álcool. Pesquisas sugerem que, assim como alguns genes podem proteger os indivíduos contra o alcoolismo, a genética também pode determinar a vulnerabilidade de um indivíduo aos efeitos cancerígenos do álcool.

Ironicamente, os genes que protegem algumas pessoas do alcoolismo podem aumentar sua vulnerabilidade aos cancros relacionados ao álcool. A Agência Internacional de Pesquisa em cancro afirma que o acetaldeído deve ser classificado como um carcinogénico. O acetaldeído promove o cancro de várias maneiras - por exemplo, interferindo na cópia (ou seja, na replicação) do DNA e pela inibição de um processo pelo qual o corpo repara DNA danificado. Estudos têm demonstrado que pessoas expostas a grandes quantidades de acetaldeído estão em maior risco de desenvolver certos tipos de cancro, como cancro de boca e garganta.

O acetaldeído não é o único subproduto cancerígeno do metabolismo do álcool. Quando o álcool é metabolizado pelo CYP2E1, são produzidas moléculas altamente reativas, contendo oxigénio - ou espécies reativas de oxigénio (ROS). ROS podem danificar proteínas e DNA ou interagir com outras substâncias que criam compostos cancerígenos.

Doença Alcoólica do fígado 

Como órgão principal responsável pela degradação do álcool, o fígado é particularmente vulnerável aos efeitos do metabolismo do álcool. Mais de 90% das pessoas que bebem frequentemente desenvolvem fígado gordo, um tipo de doença hepática.

Pancreatite Alcoólica

O metabolismo do álcool também ocorre no pâncreas, expondo este órgão a níveis elevados de subprodutos tóxicos, como o acetaldeído. Tem sido descrita a associação entre os fatores ambientais como o tabagismo, a quantidade, o padrão de hábitos alimentares e de consumo, bem como diferenças genéticas na forma como o álcool é metabolizado, também contribuem para o desenvolvimento da pancreatite alcoólica.
Função sexual 

Apesar do álcool ajudar as pessoas a superar as suas inibições ou ansiedades sexuais, e por isso ser chamado de afrodisíaco, o uso frequente e em excesso de álcool também tem efeitos fisiológicos negativos na função sexual, é uma causa comum de disfunção erétil.

À medida que a quantidade de álcool no sangue aumenta, o álcool diminui a capacidade do cérebro de sentir a estimulação sexual. Como neurodepressor, o álcool afeta diretamente o pénis ao interferir com partes do sistema nervoso que são essenciais para a excitação sexual e o orgasmo, incluindo a respiração, a circulação e a sensibilidade das terminações nervosas.

Relativamente à circulação, o álcool faz com que os vasos sanguíneos dilatem, o que influencia a irrigação sanguínea dentro e fora do pénis. Um bom fluxo sanguíneo regula o relaxamento e a contração do pénis, para que ele possa obter e manter uma ereção. Sem isso, por mais tentativas que se façam o pénis permanecerá flácido.

Um estudo de 2009 publicado no Journal of Sexual Medicine percebeu claramente que menos volume de líquido no corpo - desidratação, e um sistema nervoso deprimido levam a uma luta para desempenho sexual ótimo. Isso ocorre porque o álcool pode desidratar o corpo, diminuindo o volume sanguíneo enquanto aumenta a hormona associada à disfunção erétil - angiotensina.
Os níveis de testosterona no sangue também diminuem à medida que a quantidade e a frequência de consumo de álcool aumentam, o que consequentemente pode levar a alterações testiculares, alterações hormonais e tecido mamário aumentado em homens – ginecomastia e alterações da massa muscular.

GENÉTICA ATRÁS DO METABOLISMO

Independentemente de qual o consumo da pessoa, o corpo só pode metabolizar uma certa quantidade de álcool por hora. Essa quantidade varia muito entre os indivíduos e depende de vários fatores, incluindo tamanho do fígado e massa corporal.

Além disso, pesquisas mostram que diferentes pessoas possuem diferentes variações das enzimas ADH e ALDH. Essas diferentes versões podem ser atribuídas a variações no mesmo gene. Algumas dessas variantes enzimáticas funcionam mais ou menos eficientemente do que outras; isso significa que algumas pessoas podem transformar o álcool em acetaldeído, ou acetaldeído em acetato, mais rápido do que outros. Uma enzima ADH rápida ou uma enzima ALDH lenta podem provocar acumulação de acetaldeído tóxico no corpo, criando efeitos perigosos e desagradáveis que também podem causar risco ao indivíduo - como o desenvolvimento do alcoolismo. O tipo de ADH e ALDH que um indivíduo possuiu na sua genética mostrou influenciar o quanto ele bebe, o que, por sua vez, influencia seu risco de desenvolver alcoolismo.


Por exemplo, níveis elevados de acetaldeído tornam a bebida desagradável, resultando em rubor facial, náuseas e batimentos cardíacos rápidos. Esta resposta "flush" pode ocorrer mesmo quando apenas quantidades moderadas de álcool são consumidas. Consequentemente, as pessoas que são portadoras de variedades de genes para ADH rápida ou ALDH lenta, que atrasam o metabolismo de acetaldeído no corpo, tendem a beber menos e, portanto, estão um pouco "protegidas" do alcoolismo (embora possam estar em maior risco de outras consequências para a saúde quando bebem).

As diferenças genéticas nessas enzimas podem ajudar a explicar por que alguns grupos étnicos têm taxas mais altas ou menores de problemas relacionados ao álcool. Por exemplo, uma versão da enzima ADH, chamada ADH1B * 2, é comum em pessoas de origem chinesa, japonesa e coreana, mas raras em pessoas de ascendência africana e europeia. Outra versão da enzima ADH, chamada ADH1B * 3, ocorre em 15 a 25% de afro-americanos. Estas enzimas protegem contra o alcoolismo por metabolizar o álcool em acetaldeído de forma muito eficiente, levando a níveis elevados de acetaldeído que tornam a bebida desagradável.

Embora esses fatores genéticos influenciem os padrões de consumo, os fatores ambientais também são importantes no desenvolvimento do alcoolismo e outras consequências relacionadas à saúde relacionadas ao álcool.

RESVERATROL


O resveratrol faz parte de um grupo antioxidantes, compostos denominados polifenóis. Estudos sugerem que até 500 mg por dia podem ser necessários para fornecer benefícios para a saúde. O vinho tinto contém no máximo 12,59 mg de resveratrol por litro, para obter 500 mg por dia, seria necessário beber quase 40 litros de vinho diariamente. Uma dose diária de 40 mg de resveratrol também pode ter alguns benefícios, segundo mostrado num estudo publicado no "Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism" em junho de 2010. Mesmo que uma dose diária de 40 mg seja suficiente, ainda assim seria necessário o consumo de um pouco mais de 3 litros de vinho diariamente para obter algum efeito benéfico do resveratrol.

Drª Inês Pereira
Nutricionista

Referências bibliográficas:

http://www.medicaldaily.com/alcohol-and-sex-what-whiskey-penis-and-how-does-it-affect-male-libido-357278

https://pubs.niaaa.nih.gov/publications/aa72/aa72.htm

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

TEM DIFICULDADES DE EREÇÃO? DEVE PREOCUPAR-SE COM...

Assista ao vídeo do Dr. Henrique Pedroso, Fisioterapeuta da Clínica do Poder, e saiba as causas que estão por trás do problema da disfunção erétil. Conheça o tratamento!
Se esta patologia o afligir procure auxílio médico. O silêncio nunca é bom conselheiro. A disfunção erétil não se resolve sem apoio especializado, mas tem cura em praticamente 100% dos casos.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

COMO O ÁLCOOL AFETA A SAÚDE DO HOMEM E MULHER?

Assista ao vídeo da Drª Inês Silva Pereira, Nutricionista da Clínica do Poder, que explica os efeitos do álcool para a saúde dos homens e mulheres!







É importante lembrar que bebidas alcoólicas incluem desde
as cervejas, vinho tinto, até o famoso gim e aguardentes. Sim - o vinho tinto
também é álcool, mesmo o de grande qualidade.

Obviamente que a dose e o tipo de bebidas são dados
relevantes, mas é essencial refletir quanto à frequência de consumo. Consequentemente
essa frequência vai nos dizer muito a respeito da condição orgânica da pessoa.
O consumo é algumas vezes/ano/1xmês/1-2semana? 1x/dia? 2x/dia?

Não podem ser negados alguns benefícios antioxidantes por
exemplo do vinho tinto, rico em resveratrol e outros polifenóis. Mas será que o
seu benefício mostra-se realmente eficaz? Será que a dose de antioxidantes
presentes num copo de vinho tinto neutraliza a acidez e stresse oxidativo que afeta
tanto o fígado? Que transtorna tanto o sistema intestinal? Que torna mais
difícil a perda de peso? Que inibe a produção de hormonas sexuais?

Drª Inês Silva Pereira
Nutricionista 

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

A ARTE DE PARAR O TEMPO

 A Clínica do Poder iniciou a sua atividade em 2015, fruto do know-how do Dr. José Pereira da Silva, ideólogo do projeto, que nasce em 2014. A sua longa experiência nas áreas de saúde sexual masculina e feminina, e anti aging, assim como a busca constante pelas melhores soluções e tratamentos, mais inovadores e seguros processos, permite à equipa da Clínica do Poder, garantir a satisfação nos resultados, trazendo mais felicidade para vida dos pacientes.   


Leia a entrevista do Dr. José Pereira da Silva que foi o alvo da curiosidade da revista "Portugal Inovador" do jornal "Público", dedicada o mês de Agosto ao tema "A ARTE DE PARAR O TEMPO". 
A EXPERIÊNCIA NO TRATAMENTO DAS QUESTÕES DA IDADE
A Clínica do Poder é uma estrutura em constante transformação. Todos os procedimentos são desenvolvidos por uma equipa altamente especializada que busca apresentar os melhores tratamentos e os mais inovadores e seguros processos, garantindo a satisfação de quem os procura. O ideólogo deste projeto, Dr. José Pereira da Silva, conversou connosco.

A Clínica do Poder foi fundada há dois anos pelo diretor clínico, Dr. José Pereira da Silva. Um espaço fisicamente recente mas cujo projeto nasceu em 1987 com a criação da Clínica do Homem, pensada para resolver patologias do foro sexual masculino. Naturalmente, surgiu a necessidade de dar resposta também ao público feminino que viu criada, em 1990, a Clínica Harmonia, a primeira clínica privada em Portugal especializada em sexualidade masculina, feminina e de reprodução medicamente assistida. Focado na formação de profissionais capazes de dar continuidade ao seu trabalho, o Dr. José Pereira da Silva rapidamente percebeu que o projeto erigido era demasiado complexo. “A pensar nisso, criei uma solução facilmente replicável.


Porém para que esta ideia seja viável é necessário realizar coisas mais simples, mais fáceis de ensinar, quer sob o ponto de vista clínico, como do ponto de vista da gestão, marketing e atendimento, ou seja, em todos os aspetos da atividade empresarial”, expõe. No início do seu percurso o foco centrava-se na saúde sexual masculina, progrediu para a saúde sexual feminina, incluindo a reprodução em toda a sua plenitude. “O estudo destas áreas leva-nos ao contacto com muitas realidades. Levou-me bem cedo ao contacto com o mundo dos diabéticos e a importância do metabolismo na saúde, na saúde sexual, na longevidade e na qualidade de vida”, explica o percursor deste projeto que, a determinada altura, revela-nos que associado à saúde sexual começou a praticar-se, a partir de 1996, algo que veio mudar o rumo da sua ação a medicina antiaging.


“Até aí o antiaging era designado na Clínica Harmonia por medicina da idade com qualidade”, explica-nos o Dr. José Pereira da Silva. Em 1999, após a presença numa reunião médica em Nova Iorque, o nosso interlocutor começa a desenvolver a medicina antiaging “que é uma espécie de comboio”, define. “Tem movimento, no qual entrando, vamos chegando a estações – as estações do futuro – em que novos elementos se incorporam no tronco que é a medicina antiaging, e que em pouco tempo vai alterar a sua designação para medicina de precisão, em que estes instrumentos do antiaging se juntam ao que resulta do estudo do código genético humano; a identificação dos genes que determinam a nossa sensibilidade, suscetibilidade e forças e os elementos do exterior, alimentos, fármacos e estilo de vida, que influenciam favoravelmente a nossa herança genética no sentido de nos defender, de nos dar saúde e de nos dar poder para que sejamos autónomos, com qualidade de vida o mais tempo possível.

Daí poderá advir o viver-se mais tempo, porém aquilo que fazemos é introduzir a retoma onde é natural o declínio, utilizando os meios que a Ciência permanentemente nos vai apresentando”. Desta forma, em 2014, nasce a Clínica do Poder fruto de todo o know-how conquistado ao longo dos anos. Esta experiência tem captado pacientes de todos os cantos do mundo que com o acesso à internet e novas formas de comunicar conhecem o projeto. “A única forma de estar nesta área, é estar ao nível do mundo, batalhando por ir mais longe”, refere o especialista. Na Clínica do Poder procura-se desenvolver a acima citada medicina de precisão, ajustada às necessidades de cada pessoa. Os conceitos mudam a uma velocidade estonteante, “é o tal comboio”, assinala o Dr. José Pereira da Silva.
O que trata a medicina antiaging?

Falamos da medicina da qualidade de vida, da otimização da saúde e da longevidade: “Esta atua preventivamente, não espera que as doenças se manifestem. Ao invés de as tratar, previne-as, retardando o processo de envelhecimento”. No entanto não se engane, a medicina antiaging não é capaz de parar o tempo, mas pode atrasar o nosso relógio biológico, reduzindo substancialmente a velocidade com que envelhecemos, minimizando, desta forma, as hipóteses de desenvolvimento de determinadas patologias, uma vez que iremos repor e receber todas as “matérias-primas” necessárias e indispensáveis ao nosso equilíbrio.

O projeto Clínica do Poder pretende expandir-se para outros pontos do país. Nos planos do nosso entrevistado está a abertura de uma clínica no Porto, “mas para isso é fundamental encontrar a pessoa certa para dar continuidade ao trabalho desenvolvido”.

Em "Portugal Inovador"
Edição nº 96
Agosto 2017

sexta-feira, 28 de julho de 2017

OS BENEFÍCIOS DO TRATAMENTO A LASER NA DOENÇA DE PEYRONIE

A Doença de Peyronie é a fibrose idiopática local da túnica albugínea e/ou do tecido conjuntivo areolar situado entre a túnica albugínea e o corpo cavernoso. É caracterizada pelo desenvolvimento de um tecido cicatricial ou de um nódulo que se instalam na túnica albugínea e no tecido cavernoso adjacente, comprometendo a sua elasticidade e impedindo que eles expandam normalmente. Esta situação dificulta a ereção porque estes distúrbios provocam deformações na forma e inclinação do pénis.

A Doença de Peyronie manifesta-se, em geral, depois dos 50 anos, mas eventualmente ocorre também em homens mais jovens. Em alguns casos pode ocorrer uma alteração da curvatura congénita, provocado pela desproporção entre os tamanhos – maior dos corpos cavernosos e menor da uretra – mas só requer tratamento se prejudicar o desempenho sexual.
As causas da Doença de Peyronie não estão bem definidas mas suspeita-se que pequenos traumatismos ocorridos durante a relação sexual podem resultar em tecido cicatricial que interferem na ereção. Embora não se possa dizer que seja uma doença de caráter hereditário, denota-se uma maior incidência em homens da mesma família.


Os principais sintomas da Doença de Peyronie são a presença de nódulo, palpável ou não, associado a dor e a curvatura do pénis durante a ereção. Essa curvatura faz com que o pénis se posicione em qualquer direção – para baixo, para cima ou para um dos lados.

O tratamento em pacientes com a Doença de Peyronie consiste na utilização de métodos de terapêutica como a Terapia Laser de Baixa Intensidade, Massagem a Vácuo com emissor de luz díodo, farmacoterapia, entre outros, quando necessário e recomendados.

A Terapia Laser de Baixa Intensidade é recomendada no tratamento da Doença de Peyronie devido aos seus efeitos analgésico, anti-inflamatório e imunomodular.  Além dos benefícios referidos a Terapia Laser de Baixa Intensidade tem como objetivo proporcionar uma maior elasticidade da placa fibrosa evitando o rompimento (lesões) que poderão originar um novo ciclo cicatricial e por consequência maior curvatura.


A Massagem a Vácuo com emissor de luz diodo permite o aumento da circulação sanguínea, colaborando com o metabolismo e a produção de colagénio no local. Além dos referidos efeitos esta terapia também estimula a eliminação de toxinas, que impedem a ereção.

Henrique Pedroso
Fisioterapeuta
henrique.pedroso@clinicadopoder.pt

segunda-feira, 10 de julho de 2017

ENTREVISTA SOBRE A CONSULTA DE NUTRIÇÃO NA CLÍNICA DO PODER

Caros leitores e leitoras, 

hoje queremos partilhar convosco uma pequena entrevista sobre a experiência de acompanhamento nutricional na Clínica do Poder de uma das nossas seguidoras do Blog, e também alguém que acredita e pratica as nossas ideias e a forma de estar na vida. 


1. Qual foi a razão que a levou a marcação da consulta de Nutrição?

Foi um conjunto de fatores. Ganhei peso, como consequência fiquei com mais volume, especialmente na zona do abdómen. Não me sentia bem com o meu corpo. As roupas que mais gostava deixaram de servir. Fazia algum exercício físico, mas já não era suficiente para perder o peso e o volume. Achei que era da idade, que já não conseguia ter o corpo “decente”. 
Nessa altura conversei com uma amiga minha (ela em excelente forma!) que me falou de alguns assuntos de alimentação que podiam ser cruciais para eu não estar a conseguir perder o peso e especialmente volume. O exemplo dela foi muito inspirador para mim. Ela recomendou o especialista em Nutrição.
  
2. O que valoriza num profissional de Nutrição e porquê optou por escolher a Clínica do Poder?

Já tinha feito antes 2 vezes a dieta acompanhada por um Nutricionista. Ambas as vezes, o regime de alimentação recomendado era muito restritivo e direcionado unicamente para a perda de peso, às vezes à custa de massa muscular e água. Quando questionei o especialista, se ele tinha a consciência que eu perdia a massa muscular, ele respondeu que a maioria das pessoas não quer saber, só querem o resultado na balança. Obviamente que nesta altura da minha vida, o peso preocupa me da mesma maneira que a saúde, então já não posso fazer o mesmo tipo de dietas restritivas. 

Para mim também é muito importante que um profissional de nutrição explique do ponto de vista bioquímico como um ou outro alimento influencia o metabolismo. E a Doutora domina muito bem a matéria. Algumas sugestões (como reduzir o consumo de pão ou eliminar o café) foram mesmo surpreendentes, então era muito importante que a especialista soubesse justificar do ponto de vista cientifico a necessidade de mudanças tão radicais.

3. Recomendaria a consulta aos seus amigos, familiares? Porquê?

Recomendaria com toda a certeza! Alias, já o faço! Porque acho que as recomendações são muito ponderadas, cientificamente fundamentadas e são fáceis de seguir para o resto da vida, não só por um curto período de tempo quando queremos perder alguns quilinhos.

4. Sentiu dificuldades em seguir o plano? 

Não foi fácil seguir este tipo de alimentação no início, mais por razões externas, porque a cultura, eu até diria CULTO de pão é muito enraizado na sociedade. Enquanto estamos em casa, podemos facilmente substituir o pão por papas, saladas ou legumes estufados, mas tudo se complica, e muito, quando temos que estar longe de casa. Eu passo algum tempo, muitas vezes mais de uma semana, fora de casa, fico em hotéis. 

O pequeno-almoço no hotel basicamente é só pão ou bolos. 3, 4 ou as vezes mais variedades de pão, bolos, croissants, queques etc. Uma vez contei 10 variedades de pão e bolos no buffet de pequeno-almoço! E os cereais estão cheios de açúcar. A solução que eu encontrei foi pedir os chefes para me cozinhar papas de aveia para o pequeno-almoço. Mas tinha que me habituar aos comentários “não comes pão? Estas doente?”

5. Quais foram as mudanças principais nos seus hábitos alimentares/estilo de vida?

A mudança mais radical e mais difícil de conseguir foi a eliminação total de pão. A Dra. avisou que o pão, açúcar e sal causavam dependência. A minha relação com açúcar sempre foi  “tranquila”, posso dizer que nem gosto de coisas doces, agora o pão realmente era o meu vício. E só me apercebi do grau de dependência quando tentei eliminar pão totalmente da minha alimentação. A primeira semana foi mesmo muito difícil.

Resultado: como tinha que substituir o pão, que era a base da minha alimentação por outros tipos de alimento, passei a diversificar a ementa, cozinhar pratos novos, tentar combinações novas para saladas. Felizmente hoje em dia há uma grande variedade de saladas, legumes, cogumelos que podem ser utilizados na preparação de refeições saudáveis e saborosas.

6. O que significa para si “Viver com Poder e Qualidade de Vida”?

O que significa para mim “Viver com Poder e Qualidade de Vida”? Antes de mais sentir tranquilidade e capacidade de tomar decisões, ter capacidade física para praticar desporto, se sentir bem, inclusive com a sua própria aparência.

7. Para as mulheres que estejam a passar pela mesma situação e aos nossos seguidores, que mensagem gostaria de deixar?

 Antes de mais ter a mente aberta e não ter medo de mudar. Como consegui ver, os estereótipos relacionados com a alimentação são muito fortes, então o meu conselho é não seguir estereótipos e ter confiança nos profissionais da Clínica do Poder.