segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

POSIÇÃO DA ORDEM DOS MÉDICOS EM RELAÇÃO À DESPENALIZAÇÃO DA EUTANÁSIA

«Eutanásia e o suicídio assistido não se enquadram na prática da medicina»

"Mantendo a decisão de há dois anos, o Conselho Nacional de Ética e Deontologia Médicas (CNEDM) da Ordem dos Médicos chumbou todos os projetos dos partidos políticos sobre a eutanásia, que serão discutidos a 20 de fevereiro na Assembleia da República.

Para o CNEDM, os quatro pareceres do BE, PS, PEV e PAN sobre morte medicamente assistida «ferem princípios éticos e deontológicos» e «não são uma solução ajustada», considerando aquele Conselho Nacional que «a eutanásia e o suicídio assistido não se enquadram na prática da medicina», revela a notícia avançada hoje pelo Diário de Notícias.
Segundo o jornal, a Comissão de Direitos, Liberdades e Garantias pediu à Ordem dos Médicos que se pronunciasse com urgência sobre cada um dos projetos relativos à morte medicamente assistida.

Com esta decisão, o CNEDM reafirma o que já tinha defendido há dois anos, quando em 2018 o Parlamento discutiu as primeiras iniciativas legislativas sobre o tema. Aliás, não haver alterações de fundo em relação à última discussão da eutanásia é um dos fundamentos do parecer. 

O Conselho Nacional explica que esta «reposição na nova legislatura de projetos sobre o mesmo tema não requereu argumentação diferente tida no anterior parecer coletivo». E diz mais: «A eutanásia e o suicídio assistido», quer seja sob a designação de morte antecipada ou outras, «não poderão ter lugar na prática médica segundo a legis artis e a ética e a deontologia médicas».

Em paralelo à discussão na Assembleia da República, o bastonário da Ordem dos Médicos e antigos bastonários vão pedir uma audiência ao Presidente da República para apresentarem um manifesto contra a despenalização da eutanásia, avançou, esta quarta-feira, o jornal i. 

Miguel Guimarães espera que o encontro aconteça antes da votação no Parlamento -e que contribua para o desfecho da posição. 

Recorde-se que o bastonário também pediu uma audiência ao chefe de Estado, em 2018, quando se realizou a primeira votação sobre a despenalização da morte assistida. 

É de referir que cerca de 500 profissionais de saúde assinaram uma petição pública pela despenalização da morte assistida, lançada pelo Movimento Cívico Direito a Morrer com Dignidade.

A petição «Profissionais de saúde apelam à despenalização da morte assistida» foi criada no início de janeiro deste ano."


Teresa Mendes

13 de Fevereiro de 2020

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

O SEU CÉREBRO ESTÁ BEM NUTRIDO??

O cérebro humano é mais complexo do que qualquer outra estrutura do universo conhecida. Pesa em média 3kg!! Esta massa esponjosa de gordura e proteína é composta por bilhões de neurónios. Diz-se que apenas usamos 10% da nossa capacidade cerebral.

Quando uma máquina complexa e finamente calibrada é lesionada, ou não cuidada, pode apresentar mau funcionamento, tal como o cérebro que se exposto a um ambiente físico-químico corrosivo e/ou com falta de “combustível”, sofre danos e disfunções. 

Todo o potencial genético de uma criança, que a leva a desenvolver-se física e mentalmente, pode ser inibido devido a uma deficiência de nutrientes e a um ambiente celular tóxico. Crianças e adolescentes com pobre nutrição ficam expostos a alterações mentais e de comportamento que, muitas vezes, podem ser corrigidas através de medidas alimentares.

Patologias cerebrais durante o envelhecimento também podem surgir devido a falhas nos mecanismos de proteção contra os agressores, principalmente radicais livres e tóxicos presentes, por deficiências nutricionais, como é o caso da deficiência de antioxidantes e outros nutrientes protetores. 

Os danos e disfunções consequentes das agressões ambientais cerebrais podem resultar em atraso no desenvolvimento cógnito-motor, hiperatividade, perda de concentração e/ou memória, dislexia, ansiedade, depressão ou podem transformar-se em patologias neurodegenerativas severas como alguns tipos de demência, doença de Alzheimer, Parkinson, Esclerose Lateral e Amiotrófica, entre outras patologias. 

O CÉREBRO COMO ESTRUTURA
Como qualquer outro órgão, o cérebro é composto por substâncias presentes na
alimentação - Vitaminas, Minerais, Aminoácidos Essenciais E Ácidos Gordos Essenciais (em inglês “Essencial fatty acids” – EFAs), incluindo o ómega-3 (um ácido gordo polinsaturado). 

O cérebro humano é formado por, aproximadamente, 60% de gordura. Estudos têm mostrado que os ácidos gordos fazem parte do grupo de moléculas que determinam a integridade e funcionalidade do cérebro humano. 
Entre os ómega-3 polinsaturados, o ácido alfa linolénico (ALA) é um ácido gordo que possibilitou demonstrar fielmente o efeito do seu consumo alimentar, para a estrutura, a química e a função cerebral. Além do ALA, o ácido docosa-hexaenóico (DHA) é um dos maiores elementos de construção das membranas de fosfolípidos do cérebro e absolutamente necessário para a função neuronal. 

Foi demonstrado que a diferenciação e funcionalidade das culturas de células cerebrais requeria não apenas ALA, mas também cadeias longas de ómega 3 DHA e de ómega 6. A deficiência destas cadeias apresenta alterações no desenvolvimento do cérebro, perturbações na composição das membranas celulares, de neurónios, de oligodendrócitos e de astrócitos, assim como alterações na mielina, nas terminações nervosas e nas mitocôndrias das células. É de notar que os astrócitos são as células em formato de estrela mais abundantes do sistema nervoso central e são as que possuem maiores dimensões; compõem as conhecidas substâncias cinzenta e branca.

As alterações induzem modificações físico-químicas nas membranas e resultam em perturbações neurossensoriais e comportamentais.
O ómega 3 alimentar está envolvido na prevenção de vários aspetos das patologias isquémicas cardiovasculares (incluindo a níveis da vascularização cerebral), e na prevenção de algumas patologias neuropsiquiátricas, particularmente a depressão, mas também a demência, como a doença de Alzheimer e demência vascular.

A falta destas gorduras pode impedir a renovação das membranas e consequentemente acelerar o envelhecimento cerebral. 

Quando se fala em ómegas 3, peixe é a das primeiras coisas que nos vêm à mente. Por exemplo o salmão, truta e sardinhas são realmente grandes fontes de ácidos gordos ómega 3.

Mas também as sementes de chia, de linhaça e as nozes contêm ALA, e além disso são ricas em fibra e em alguns aminoácidos. 

Alguns tipos de algas são importantes fontes de ómegas 3 (com aporte de DHA e ácido eicosapentaenóico (EPA), estes encontram-se disponíveis principalmente na suplementação.

Os EFAs são requeridos para a manutenção da saúde neural ótima, no entanto não são sintetizados pelo corpo e devem ser obtidos através de fontes alimentares. 

Muitos estudos observacionais relacionaram os hábitos alimentares que incluem mais ou menos ácidos gordos com a performance cerebral e algumas patologias. 

Estudos indicam que mulheres cujo aporte de ómegas 3 foi reduzido durante a gravidez apresentam um risco elevado de depressão pós-parto. Estas gorduras essenciais são distribuídas para o desenvolvimento do feto e se o consumo alimentar da mãe for reduzido, poderá ficar com escassez do ómega 3 para a sua função neurobiológica. Este défice leva a alterações associadas a depressão, incluindo a uma redução do fator neurotrófico no hipocampo e aumento das respostas a stresse provenientes do eixo hipotalâmico-hipófise-adrenal. 

O desenvolvimento do cérebro fica completo perto dos 5-6 anos de idade. Os EFAs, particularmente o ómega 3, são essenciais para o desenvolvimento do cérebro durante o período fetal e pós-natal. O ácido decosa-hexaenóico (DHA) é necessário para a maturação funcional ótima da retina e do córtex visual, tendo sido demonstrada uma maior acuidade visual e desenvolvimento mental aquando de um consumo de DHA extra. 

Além do importante papel na construção da estrutura cerebral, os EFAs, como mensageiros, estão envolvidos na síntese e funcionamento de neurotransmissores cerebrais, e nas moléculas do sistema imunitário. As membranas neuronais contêm reservatórios de fosfolípidos, um tipo de ácidos gordos, para a síntese específica de lípidos mensageiros que atuam na estimulação neuronal ou na resposta à lesão.

São, também, necessários micronutrientes para fornecer combustível útil a nível químico cerebral, principalmente para a formação de neurotransmissores. Os neurotransmissores são produzidos por células nervosas a nível cerebral e a nível enteral, enviando sinais de informação a outras células, estimulam a continuidade de um impulso ou podem efetuar uma reação num órgão ou músculo alvo. Alguns neurotransmissores também são hormonas, como: a serotonina, a oxitocina, a dopamina, o cortisol, entre outros.

Enumeram-se alguns micronutrientes e a sua atuação como combustível funcional cerebral:
  • Para produzir energia, o tecido nervoso usa glicose (açúcar) que necessita da presença de vitamina B1, esta vitamina modula a performance cognitiva, especialmente com a idade avançada. 
  • As Vitaminas B6 e B12 atuam beneficamente no tratamento dos sintomas da depressão pré-menstrual e estão diretamente envolvidas na síntese de vários neurotransmissores.
  • A vitamina B12 atrasa sinais de demência (e anormalidades sanguíneas). A suplementação com cobalamina (vit. B12) melhora as funções cerebrais e cognitivas em idosos; frequentemente mostra efeitos benéficos em funções relacionadas com o lobo frontal, assim como na área da linguagem afetada por desordens cognitivas.
  • Depois das terminações nervosas das glândulas adrenais, as terminações nervosas do cérebro são as que contêm maiores concentrações de vitamina C do corpo humano.
  • A vitamina D é de interesse na prevenção de vários processos neurodegenerativos ou patologias neuro-imunes. 

  • Entre vários componentes da vitamina E (tocoferóis e tocotrienóis), apenas o alfa-tocoferol é ativamente absorvido pelo cérebro. Este antioxidante está envolvido diretamente na proteção de membranas nervosas. 
  • O Ferro é necessário para assegurar a oxigenação, para produzir energia no parênquima cerebral e para a síntese de neurotransmissores e de mielina. Têm-se encontrado deficiência de Ferro em crianças com distúrbio de défice de atenção/hiperatividade e uma relação entre as concentrações de Ferro na artéria umbilical e o desenvolvimento do feto e o QI das crianças. 
  • O Zinco participa, entre outros oligoelementos, na perceção do paladar e as memórias gustativas.
  • O desequilíbrio no metabolismo homeostático do Cobre (devido a défice alimentar) pode estar associado a doença de Alzheimer. 
  • O iodo promove a produção de hormonas tiroideas, assegurando o metabolismo energético necessário às células cerebrais; a falta significativa de iodo durante a gravidez induz a severas disfunções cerebrais, nomeadamente a um processo de cretinismo (uma perturbação grave que resulta em atraso no desenvolvimento físico e mental).
  • Envolvidos em vários mecanismos, o manganês, cobre e zinco participam em mecanismos enzimáticos que protegem o cérebro contra radicais livres e outros tóxicos. 


ALIMENTOS ANTIOXIDANTES PARA PROTEGER O TECIDO CEREBRAL 

Para proteger dos elementos corrosivos a que o cérebro fica exposto, o consumo de alimentos ricos em antioxidantes mostra-se primordial.

Os frutos vermelhos, nomeadamente mirtilos, arandos, framboesas, amoras, romãs, contêm um aporte grande de antocianinas, um grupo de elementos anti-inflamatórios e antioxidantes. Estes lutam contra o stresse oxidativo, inflamação que promovem as patologias neurodegenerativas. Estudos revelam que o consumo frequente se traduz no aumento de memória e concentração.

A Curcumina, o ingrediente ativo do açafrão, consegue atravessar a barreira hematoencefálica e consegue diretamente beneficiar as células cerebrais. Mais uma vez, o efeito antioxidante e anti-inflamatório tem sido relacionado a benefícios quanto à memória, redução de episódios depressivos e ajuda ao aumento do fator neurotrófico-cerebral (um tipo de hormona que ajuda o crescimento cerebral).

Os brócolos também estão numa família poderosa de vegetais: as crucíferas. Ricas em antioxidantes e vitamina K, entre outros. A vitamina K, é lipossolúvel e essencial à formação dos fosfolípidos, é um tipo de gordura densamente compactada nas células cerebrais. Vários estudos realizados em idosos têm mostrado que o aumento de vitamina K melhora a memória. 

Para a concentração e memória o cérebro usa níveis elevados de vitaminas B6, B12, folatos e colina. Através destes nutrientes o cérebro consegue produzir acetilcolina, um neurotransmissor essencial à energia cognitiva. Encontramos colina em alimentos como: os ovos, a levedura de cerveja, o fígado de galinha, a vitela, a mostarda, entre outros. 

Alguns componentes como a L-teanina, e outros aminoácidos que atravessam a barreira cerebral aumentam significativamente a atividade do neurotransmissor Ácido gama-aminobutírico (GABA), importante inibidor do sistema nervoso, que regula a ansiedade e ajuda a relaxar. A L-teanina também aumenta a frequência de ondas-alfa no cérebro que ajudam a diminuir os sintomas de cansaço. Estes elementos estão presentes no chá verde. 

ALIMENTOS PARA MELHORAR O HUMOR E BEM-ESTAR 

Hábitos alimentares pobres em gordura parecem ter efeitos significativos no humor e no controlo de estados depressivos, no entanto, mais elementos estão envolvidos no temperamento e humor. 

A composição de proteínas alimentares – os aminoácidos (a.a.) - contribui muito para a função cerebral. Nomeadamente, o aminoácido triptofano que atua como precursor de um neurotransmissor chamado serotonina que, por sua vez, desempenha um papel no processo digestivo, no sono e principalmente no estado de prazer e animo. 

O cérebro consome cerca de 50% dos hidratos carbono para a obtenção de energia cognitiva, percebeu-se então, que através do consumo de alimentos com reduzido índice glicémico, que asseguram níveis baixos de insulina, mantêm-se valores equilibrados de glicose no sangue que irriga o cérebro e assim melhora-se a qualidade e a duração do desempenho intelectual. Por exemplo uma conjugação de Hidratos de carbono complexos (tais como aveia/quinoa), amêndoas, ½ banana e 1 quadrado de chocolate com 80% cacau são uma conjugação útil para fornecimento energético e efeito modulador do stresse e bem-estar. 

ALIMENTOS A EVITAR

O consumo frequente de açúcares (refrigerantes, guloseimas, bolos, etc.) e por consequência a resistência insulínica e diabetes tipo2, tem sido relacionado com a presença de doenças neurodegenerativas tais como a patologia de Alzheimer. Esta patologia já foi até co-denominada “diabetes tipo3”. 

Além do açúcar na sua forma mais comum, inclusive os adoçantes naturais (como frutose/ xaropes de milho), e artificiais (como o aspartame) têm sido identificados como potenciadores de risco a hiperatividade cerebral, disfunção cognitiva, falta de memória e demência. O aspartame é composto por fenilalanina, metanol e ácido aspártico; a fenilalanina consegue atravessar a barreira hematoencefálica e interrompe a produção de neurotransmissores. Além disso, aumenta a vulnerabilidade do cérebro ao stresse oxidativo que corrói o tecido cerebral. 

Alimentos que contêm elevados níveis de gorduras Trans e saturadas são fatores que alimentam inflamação generalizada orgânica, incluindo no cérebro, transtornando a estrutura lipídica sã e protetora. A avaliação do gene ApoE tem sido vantajosa para identificar uma maior ou menor necessidade de consumo alimentar no que toca ao consumo lipídico visando a modulação das gorduras cerebrais e prevenindo patologias. 

O hábito de beber 1-2 copos de vinho mais do que 3-4x/semana, ou outra bebida alcoólica mais forte, traduz-se num consumo crónico. Esta cronicidade reduz a longo prazo o volume cerebral, provoca alterações metabólicas da formação de neurotransmissores, principalmente os que atuam na área da comunicação. A constante necessidade de desintoxicação hepática do álcool, e os outros tóxicos a que estamos expostos, provoca frequentemente um défice de vitamina B1, que no cérebro pode conduzir a desordens encefalopáticas (como a encefalopatia de Wernicke).

De facto, o peixe possui proteína de grande qualidade e contem muitos nutrientes importantes, como o ómega 3, vitamina B12, zinco, ferro e magnésio. Daí que o seu consumo é recomendado e deve ser frequente (em detrimento da carne). Mantem-se, no entanto, a necessidade de valorizar a qualidade do mesmo ou a sua fonte, principalmente devido ao seu teor de metais pesados. Peixes predadores de vida longa são particularmente suscetíveis à acumulação de mercúrio e podem transportar quantidades acima de 1 milhão de vezes mais do que a concentração da água circundante. Após o consumo destes peixes, este metal pesado distribui-se pelo corpo e concentra-se no cérebro, fígado e rins. Em mulheres grávidas também se concentra na placenta e no feto. Os efeitos da toxicidade pelo mercúrio incluem rutura de vias nervosas, alteração de neurotransmissores e estimulação de neurotoxinas, o resultado envolve dano cerebral.



Para o caminho da prevenção e aumento de qualidade de vida precisamos de manter o foco na nossa estrutura física e química, motora e intelectual. Se por um lado, podemos estar isentos de responsabilidade, pela incapacidade de gestão a algumas exposições diárias, muita responsabilidade também nos é colocada pelas nossas escolhas alimentares e de estilo de vida. Citando o Prof. Dr. Gabriel Carvalho, ‘a cada garfada definimos o nosso destino’.

Quer saber como a alimentação pode desinflamar o seu cérebro, nutri-lo, reverter sintomas indesejáveis, potenciar capacidades cognitivas? Sabia que uma avaliação da sua epigenética pode ser útil para prevenir patologias crónicas?



Dra Inês Silva Pereira,
Nutricionista, Nº Cédula 3285N


Fontes:
  1. Bourre JM (2006) Effects of nutrients (in food) on the structure and function of the nervous system: update on dietary requirements for brain. Part 1: micronutrients. J Nutr Health Aging. Sep-Oct;10(5):377-85.
  2. Levant B. (2011). N-3 (omega-3) Fatty acids in postpartum depression: implications for prevention and treatment. Depression research and treatment, 2011, 467349. doi:10.1155/2011/467349
  3. Chang CY1, Ke DS, Chen JY. (2009) Essential fatty acids and human brain. Acta Neurol Taiwan. Dec;18(4):231-41.
  4. GOERGEN, DI; CRUZ, DB (2012). Conceitos atuais sobre os Astrócitos 
  5. https://meucerebro.com/chega-de-neuronios-por-enquanto-os-astrocitos-e-suas-funcoes/
  6. https://www.livestrong.com/article/490658-chia-seeds-amino-acids/
  7. https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0924224499000448
  8. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23657152
  9. https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0197458014003558
  10. https://www.nature.com/articles/nrneurol.2011.42
  11. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17894202
  12. https://www.hindawi.com/journals/jeph/2012/460508/
  13. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23850343


sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

URETRITE - DEFINIÇÃO, SINTOMAS E TRATAMENTO

O que é?

Uretrite consiste na inflamação da mucosa interna da uretra, canal pelo qual a urina sai da bexiga. 
Figura 1 - Uretrite na mulher.

Pode ser causada por bactérias, fungos ou vírus, transmitidos maioritariamente por via sexual e, raramente, por trauma. Neisseria gonorrhoeae, bactéria que causa a gonorreia pode espalhar-se pela uretra durante uma relação sexual desprotegida, quando um dos parceiros se encontra infetado. Chlamydia trachomatis, bactéria responsável pela clamídia genital e o vírus Herpes simplex são comummente transmitidos sexualmente e podem também causar uma uretrite. Existem outros organismos que também podem estar na origem de uma uretrite, tais como as Thrichomonas, parasitas microscópicos e a Escherichia coli, bactéria encontrada no trato intestinal.  

Figura 2 - Uretrite no homem.
No homem, a causa mais comum de uretrite é a bactéria da gonorreia. A mulher também pode ser afetada por essa mesma bactéria, no entanto a vagina, cérvix, útero, ovários e trompas de Falópio têm maior probabilidade de serem infetados do que a uretra.

A clamídia é também causa comum de muitas uretrites uma vez que é uma doença que pode ser assintomática durante vários dias, logo o seu hospedeiro pode transmiti-la ao parceiro(a) sem ter conhecimento que transporta a bactéria. Milhões de pessoas são portadoras da doença, sendo que a taxa de incidência é superior à da gonorreia. Frequentemente, há associação da clamídia com a ureamicoplasmose, com manifestação subtil, dificultando o diagnóstico. Esta infeção mista da microbiota urogenital conduz a doenças crónicas e, em muitos casos, à infertilidade.  

Existem vários tipos de uretrite:

Uretrite gonocócica: é causada especificamente pela Neisseria gonorrhoeae, bactéria que causa a gonorreia, transmitida por via sexual. É mais comum no homem; na mulher a bactéria tem dificuldade em alcançar o canal urinário, manifestando-se de outra forma (ex.: vulvovaginite). É o tipo de uretrite mais agressivo.

Uretrite não gonocócica: é causada por outra bactéria ou agente infeccioso que não seja a bactéria da gonorreia (exemplo: Chlamydia trachomatis; Herpes simplex). Pode também surgir devido a traumas, como a introdução de sonda urinária ou outro objeto no canal uretral. Outra causa para este tipo de uretrite é a química, por utilização de espermicidas durante a relação sexual que levam à inflamação da uretra.

Uretrite psicogênica ou psicossomática: caracteriza-se pela inflamação da uretra sem ação de bactérias ou vírus, sem ocorrência de traumas ou qualquer outra causa externa. Deve-se a razões psicológicas e emocionais. Os sintomas são semelhantes a uma uretrite regular.

Os fatores de risco são os seguintes:

  • Relações sexuais sem proteção: a não utilização de preservativo não protege a transmissão das doenças sexualmente transmissíveis (DST`s), logo, ocorre a proliferação de bactérias e vírus pela uretra.  
  • Uso de cateteres uretrais ou objetos eróticos: inserir objetos pela uretra, seja em meio hospitalar ou caseiro, pode levar a trauma no canal e, consequentemente, a inflamação ou infeção.   


Sintomas:

Os sintomas da uretrite dependem do agente que a causou e do género.
Os sintomas mais agressivos são os da uretrite gonocócica, provocada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae.
Na uretrite não gonocócica os sintomas são parecidos com a anterior, mas mais leves.
Entre o homem e a mulher também existem diferenças nos sintomas embora em ambos possa afetar outros órgãos. No homem, o risco maior é nos órgãos próximos, como próstata (prostatite), testículos (orquite) ou epidídimo (epididimite). Na mulher, pode afetar o colo do útero (cervite ou endocervite) ou mesmo levar à DIP (doença inflamatória pélvica), afetando útero, trompas de Falópio e ovários. 
Tanto no homem como na mulher, pode afetar a bexiga desencadeando uma cistite.

No homem os sintomas mais comuns são:
  • Secreção libertada pela uretra de cheiro intenso e cor amarelo esverdeada;
  • Presença de sangue na urina e/ou sémen;
  • Micção dolorosa ou desconfortável (disúria);
  • Necessidade de urinar com maior frequência;
    Figura 3 - Mulher e Homem com sintomas de uretrite.
  • Sensação de bexiga não esvaziada completamente (após urinar);
  • Dor na relação sexual e/ou na ejaculação;
  • Prurido, sensibilidade ou edema do pénis ou virilhas.

Na mulher os sintomas mais comuns são:
  • Secreção vaginal;
  • Dor abdominal e pélvica;
  • Dificuldade ao urinar;
  • Micção frequente ou urgente;
  • Ardor ao urinar;
  • Dor na relação sexual;
  • Febre e calafrios. 



Na uretrite gonocócica, as secreções libertadas são usualmente mais espessas e abundantes, de cor amarelo esverdeada, ao contrário da uretrite não gonocócica, que são mais escassas e esbranquiçadas. Nas uretrites causadas por fungos ou vírus, as secreções são quase inexistentes.  
Os sintomas surgem normalmente alguns dias após o contágio. 
  
Diagnóstico:

A uretrite deve ser diagnosticada pelo urologista. O primeiro passo é o exame físico, tanto no homem como na mulher. No homem é examinado o abdómen, o escroto, o pénis e a bexiga para verificar a presença de secreções e edema. Na mulher é examinada a sensibilidade na uretra e na parte inferior do abdómen, assim como a presença de corrimento vaginal.

É importante a realização de exames laboratoriais para que seja identificado o(s) tipo(s) de infeção em causa. 

Exemplos disso são:
  • Exame à urina (para identificação do agente causador da uretrite)
  • Urocultura (para identificação do tipo de bactérias e número de colônias formadas, logo permite o diagnóstico de uma infeção urinária)
  • Raspagem uretral (para identificação de doenças sexualmente transmissíveis) 
  • Cistoscopia (através de um endoscópio introduzido na uretra e bexiga para observação e raspagem, se necessário, de lesões na parede interna da bexiga)
  • Ecografia pélvica (na mulher)


Tratamento:

Os objetivos do tratamento são eliminar a causa da infeção, melhorar os sintomas e evitar que a infeção se alastre. 
O tratamento consiste na eliminação da infeção. Se a origem é bacteriana, deve recorrer-se à administração de antibióticos. Nas restantes uretrites são indicados fármacos com atividade específica para os microrganismos em causa.

Se for possível, o tratamento deve ser direcionado para o casal, já que um pode ter transmitido ao outro. 

Durante o tratamento as relações sexuais devem ser evitadas ou deve recorrer-se ao uso de preservativo. 

Pode complementar-se o tratamento com chás (chá verde - reduzir inflamações; chá de camomila - antibacteriano; chá de unha de gato / Uncaria tomentosa - fortalecer o sistema imunitário) e com a ingestão de bastante água.

A terapia a laser de baixa intensidade combinada com a terapia antibacteriana (protocolo misto) demonstrou uma maior taxa de eficácia relativamente à terapia apenas com antibióticos. Foram registadas melhorias após a 5ª/6ª sessão no estado geral dos pacientes. O laser permite um aumento da microcirculação, que leva à redução da inflamação, logo, à redução da dor. Além disso, promove o fortalecimento do sistema imunitário e a melhoria da função de alguns órgãos. 

Figura 4 - Prevenção de uma uretrite.
Prevenção:

A forma mais eficaz de prevenir uma uretrite é recorrendo à utilização do preservativo. As DST`s são uma das causas mais frequentes de uretrite, logo o preservativo impede essa transmissão.
Outra medida é a ingestão de bastante água. A hidratação permite a limpeza da uretra com maior frequência, diminuindo o risco de infeção.

  



Sara Pinto
Fisioterapeuta 



Referências Bibliográficas:

  1. BAXTER, D. G. (1994). Therapeutics lasers. Theory and Practice. Churchill Livingstone, p.259

  2. BROCK, G. et al. (1997). The Anatomy of Tunica Albuginea in the Normal Penis and Peyronie Disease. Br. J. Urol., p.276-281

  3. KARU, T. I. (1989). Photobiology of Low-power laser therapy. Harwood Arcad Publishers, p.187

  4. ORLAND, S. M. et al. (1995). Prostatitis, Prostatosis and Prostatodynia. Urology. Vol. 25, p.439-460

  5. HOOTON, T. M. et al. (2013). Voided Midstream Urine Culture and Acute Cystitis in Premenopausal Women. N. Engl. J. Med., p.1883-1891

  6. GAMALEIA, N. F. (1972). Laser na Prática Clínica e na Investigação Médica. Meditsina, p. 232

  7. Infeção do Trato Urinário - Uretrite. Disponível em https://www.msdmanuals.com/pt 



sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

DOENÇAS OU INFEÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS

O que são as Infeções Sexualmente Transmissíveis IST) ou Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e o que as torna tão especiais?

IST são infeções transmitidas entre as pessoas durante as relações sexuais, a partir do contacto com a pele, mucosas (vaginal, oral, anal ou uretral) e fluidos corporais, como secreções vaginais ou uretrais, esperma ou sangue da pessoa infetada. 

Neste momento entre os “culpados” pela causa das doenças sexualmente transmissíveis constam pelo menos 22 bactérias, 8 vírus, 3 protozoários, 1 fungo e 2 ectoparasitas.

Segundo os dados da OMS todos os anos, 500 milhões de pessoas adoecem com uma das quatro IST:
  • Clamidíase (por ação da bactéria Chlamydia trachomatis)
  • Gonorreia (por ação da bactéria Neisseria gonorrhoeae)
  • Sífilis (por ação da bactéria Treponema pallidum)
  • Tricomoniase (por ação do protozoário Trichomonas vaginalis)
Há “inimigos” antigos, como a sífilis, doença que muitas pessoas acreditam já não existir, no entanto segundo os dados da OMS, em cada ano surgem cerca de 6 milhões de novos casos desta doença.  

Além das IST “clássicas” existem outras infeções, a princípio não consideradas como tal, incluindo salmonelose, shigelose, campilobacteriose, amebíase, candidíase, giardíase, hepatites (A, B e C), infeção por citomegalovírus, que podem ser transmitidas por via sexual. 

Alguns patogénicos podem ser encontrados nas lesões da superfície da pele da zona genital: Herpes simplex vírus, Haemophilus ducrey e Treponema pallidum.

As doenças sexualmente transmissíveis, como a gonorreia ou sífilis, encontram-se entre as mais antigas doenças humanas conhecidas e até agora não foram vencidas, apesar da existência de terapias eficazes. 

Baixo nível de conhecimento sobre as IST e sobre as medidas de prevenção é uma das razões principais para tal. Estudos realizados em Portugal mostraram que 98% da população estudada considerava o preservativo o único método de prevenção face às IST, mas mesmo assim, 48,4% já tiveram relações sexuais sem proteção e 3,6% afirmaram nunca ter utilizado o preservativo.

As IST colocam em risco a saúde não só da própria pessoa, mas também dos seus parceiros sexuais e da sua descendência. As IST podem ter consequências graves como infertilidade, gravidez ectópica (colocando em risco a vida da mãe, infeções perinatais e congénitas. Por exemplo, a sífilis congénita é, neste momento, a segunda principal causa de morte fetal evitável em todo mundo.  

A distribuição das DST não é uniforme dentro da sociedade, afetando, cada vez mais, os grupos mais jovens, constituindo assim um problema de dimensão escolar e familiar.
Hoje em dia a vida sexual começa mais cedo, há uma certa banalização do sexo, práticas sexuais cada vez mais variadas e “inovadoras”, em conjunto com falta, quase, total de informação sobre este tipo de infeções.

Não são raros os casos de coinfeção, ou seja presença de mais que uma infeção sexualmente transmissível. Uma pessoa com sífilis ou gonorreia tem maior probabilidade de contrair HIV.

Quais são os sinais de alerta?
Se ocorreu sexo desprotegido e no curto período de tempo apareceu:
prurido ou irritação na pele ou nos órgãos genitais 
manchas, bolhas, erupção cutânea, verrugas nos órgãos sexuais e/ou  zona adjacente
corrimento vaginal, inodoro, com mau cheiro ou cheiro estranho
dor ao urinar ou vontade frequente de urinar
dor durante a relação sexual
dor na parte inferior do abdómen, na zona perianal ou nos testículos.

O que fazer?
Procurar ajuda médica. Só o especialista pode realizar os exames necessários, fazer o diagnóstico preciso e indicar o tratamento adequado.

As infeções bacterianas, fúngicas e parasitárias são facilmente tratáveis. Já não se pode dizer o mesmo sobre as infeções virais, embora existam tratamentos, eles não permitem a cura, apenas levam à diminuição e controlo de manifestação de sintomas assim como a diminuição de carga viral.  

Convém lembrar que algumas DST não apresentam nenhum sintoma, por esta razão seria importante manter uma rotina de acompanhamento médico regular, com a realização dos exames indicados pelo especialista. O ideal seria buscar o atendimento de um médico de confiança, que conheça o seu histórico e perfil e possa fazer o acompanhamento de longo prazo.

Svetlana Agostinho
Mestre em Biologia com especialização em Análises Clínicas

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

9 DICAS PARA EVITAR GANHAR PESO NO NATAL

É típico nesta época intensificarem-se comportamentos de “descontração” e de excessos no que toca ao consumo alimentar. Além de uns quilos a mais, potenciam-se os riscos de paragens digestivas, de aumento de tensão arterial, de problemas cardíacos e de aumento da glicémia; como consequência diminui a energia, a vitalidade geral e até o poder sexual. 
Como ninguém é imune ao “ambiente guloso”, estas dicas podem ajudá-lo(a) a passar esta quadra com menor prejuízo. 

1 PEQUENO ALMOÇO DE REI

Se o jantar for abundante e tardio, regra geral, a vontade de tomar um bom pequeno almoço é pouca, no entanto inicia-se um ciclo de consumo exagerado durante o almoço e o jantar. Por essa razão, é sugerido começar os dias descontraídos com um bom e nutritivo “pequeno almoço”. Este deve incluir hidratos de carbono complexos (por ex. flocos de aveia, quinoa, batata doce, trigo sarraceno), proteína (por ex. 1-2 ovos escalfados), gorduras boas (por ex. abacate/coco) e frutas antioxidantes (por ex.: romãs/framboesas/mirtilos/abacaxi). 



2 NÃO ESQUEÇA OS VERDES

As proporções são a chave para impedir o mal-estar do corpo, o aumento de peso e o risco de desenvolver problemas mais sérios como AVC’s ou enfartes, por exemplo. Nesta época o consumo de carne, charcutaria e doces aumenta, se aumentar o consumo de couves, esparregados, saladas variadas e legumes salteados como acompanhamento, comerá relativamente menos alimentos tóxicos, terá digestões mais leves e como resultado o corpo desintoxicará mais rapidamente dos excessos. 

3 PROCURE PRODUTOS NATURAIS OU POUCO PROCESSADOS

Nesta época ficam ainda mais disponíveis diversos tipos de doçarias, refrigerantes e bebidas alcoólicas, pratos já confecionados, entre outros. Estes possuem doses ainda mais elevadas de açúcar, sal, gordura, conservantes e edulcorantes. Procure ingredientes frescos e aproveite para os confecionar calmamente em família. Opte pelos frutos secos oleaginosos ao natural (sem sal e/ou açúcar) quando pensar em petiscar. Dê preferência às carnes de pasto. Faça os seus doces de natal, preferencialmente utilize metade da dose de açúcar referida na receita – experimente optar por um açúcar mascavado ou de côco, que nutricionalmente são mais interessantes que o açúcar refinado (branco). Se os produtos processados contêm mais do que 4 ingredientes, já têm ingredientes demais! 

4 ABUSE DA CANELA DE CEILÃO

A canela de Ceilão, é uma espécie de canela de melhor qualidade (comparativamente à canela comum ou “canela cássia”) e que pode e deve ser consumida com mais frequência e quantidade. A canela do Ceilão, além de dar um sabor bom às frutas, chás e doçaria, ajuda a reduzir a taxa de glicémia, ou seja, os açúcares no sangue. É muito útil para proteger o corpo de picos elevados de glicémia em diabéticos e não diabéticos aquando do consumo de alimentos ricos em açúcar.

5 PROCURE FUGIR DE FARINHAS REFINADAS

Os doces da época têm principalmente como base farinhas refinadas. Reduzir o consumo de farinhas refinadas de trigo e centeio, que potenciam edema intestinal e aumentam os açúcares, é essencial para passar Dezembro e Janeiro sem precisar alargar o cinto das calças. O consumo diário é o mais preocupante. Além disso poderá optar por comprar as doçarias elaboradas com farinhas integrais ou até confecionar os seus bolos preferidos substituindo algumas farinhas. Por exemplo, substitua as farinhas de trigo por farinha de espelta integral ou farinha de arroz.


6 NÃO BEBA MUITOS LÍQUIDOS À REFEIÇÃO

Preferencialmente deve evitar os refrigerantes (com ou sem açúcar) e as bebidas
alcoólicas, no entanto se beber, faça por não ingerir mais do que 1 copo durante a refeição, o mesmo vale para a água. Tal pode dificultar muito a digestão, aumentando o risco de paragem de digestão e refluxo, sem falar no “catastrófico” peso calórico que se sentirá uns dias depois na balança, pelas gramas de açúcar e/ou álcool excedentes. Se sentir sede opte por tomar chá morno ou como saladas frescas e ricas em água, que incluam: tomate, pepino, talos de aipo e/ou beterraba crua.

7 TOME SUMO DE LIMÃO 

Durante 1 ou 2 semanas, seguidas, tome sumo de 1 limão, com palhinha, em jejum.
O sumo de limão exerce uma ação desintoxicante no fígado e intestino. Torna-se muito útil para prevenir indisposições e refluxo depois das refeições, e previne que os valores de colesterol disparem em menos de um mês.



8 CONSUMA FIBRA TODOS OS DIAS

Que alimentos são ricos em fibra? Flocos de aveia, arroz integral, trigo sarraceno, quinoa, sementes de chia, linhaça, fibra Psyllium entre muito outros. Estes enumerados podem e devem ser consumidos todos os dias com o objetivo de saciar, prevenir picos de açúcar no sangue, o aumento de colesterol, manter a flora intestinal saudável e prevenir fenómenos depressivos. Consuma os alimentos ricos em fibra como acompanhamento ao prato principal, misturados nas doçarias ou em batidos de fruta.

9 MANTENHA O MOVIMENTO

Sim, são dias de maior descontração, mas se tem boas rotinas de exercício físico, sejam no ginásio, a corrida ou a caminhada, mantenha-as. Aproveite os raios de sol que aparecerem e a companhia de familiares para manter o corpo em movimento. O movimento melhora o corpo e mente e ajuda-o a gastar algumas calorias de modo a começar bem o próximo ano.


Estas são as dicas da nutricionista Inês Pereira, que lhe permitem terminar este ano e iniciar o próximo com mais energia e menos quilos extra.