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SAIBA COMO FAZER ESCOLHAS SAUDÁVEIS, APRENDA A LER OS RÓTULOS

Quantas pessoas da sociedade comem apenas produtos naturais, frescos, apanhados há poucas horas e sem embalagem? Sem nenhum conservante, corante, tratamento prévio? Quanto ao estilo de vida e especialmente aos hábitos alimentares, muitas vezes a sociedade exige “rapidez”. Exige que sejamos rápidos, durmamos “rápido” (pouco), relaxemos “rápido”, comamos rápido, compremos rápido, não percamos tempo a cozinhar, a limpar. Os hábitos de conservação e embalamento alimentar abriram horizontes muito úteis no processo de disponibilidade alimentar e facilitaram a vida em muitos sentidos. Hoje pode obter-se informação muito importante quanto a segurança alimentar e também perceber qual poderá ser a resposta do organismo a determinado alimento por dar atenção à rotulagem do produto. RÓTULO – O QUE É IMPORTANTE VER? O desenvolvimento da ciência da rotulagem tem mostrado uma evolução notória no que toca à qualidade de informação e ao efeito visual. Obviamente esta ciência hoje não visa apenas ...

A IMPORTÂNCIA DA ALIMENTAÇÃO NA MENOPAUSA

A menopausa não é uma doença, mas sim um período da vida de uma mulher que surge em média aos 51 anos. É apenas identificada a mulher em menopausa quando a mulher não teve nenhum período menstrual durante 12 meses consecutivos. Durante este período, os ovários diminuem a produção de duas hormonas importantes - estrogénio e progesterona . O desequilíbrio dessas hormonas leva a desconfortos frequentemente sentidos nas mulheres de meia-idade. Alguns ajustes alimentares podem ajudar cada mulher a fazer uma transição suave até a menopausa e evitar consequências dessa alteração hormonal. Estes ajustes incluem o incentivo a uma renovação de hábitos, tais como: 1. Evitar ao máximo o consumo de hidratos de carbono refinados e adição de açúcar às refeições. Estes aumentam os níveis de insulina, induzem o aumento de mais reservas de gordura, especialmente ao redor da barriga, promovem o ganho de peso corporal. Esses depósitos de gordura, por sua vez podem promover níveis mais elevados d...

DESVENDAR O CAMINHO DO ADN

Pelo facto de estarmos expostos à alimentação ao longo de toda nossa vida, desde a fase intra-uterina, há particular interesse em saber como se dá a interação entre nutrientes e compostos bioativos de alimentos com o genoma e qual o seu impacto na saúde. A estreita relação entre a nutrição e a medicina têm raízes tão antigas quanto o século IV a.C, quando Hipócrates sugeriu que a nutrição balanceada poderia ser uma alternativa válida à medicina para manter a boa saúde. A aplicação de tecnologias moleculares às ciências nutricionais nos últimos 40 anos levou ao reconhecimento de que alguns nutrientes e componentes bioativos dos alimentos podem regular a expressão de genes específicos, tanto na transcrição como a nível pós-transcrição de ADN. Daí que, rompendo a visão da nutrição clássica, a Nutrigenética e Nutrigenómica abre novas perspectivas quanto à nutrição. A nutrição já não é "apenas um meio de alimentar a nossa máquina", mas sim algo muito mais complexo e profundamen...

COMO PODEMOS PROTEGER O NOSSO ADN PARA VIVER MAIS ANOS COM QUALIDADE?

Fatores ambientais, alimentares e de estilo de vida estão intimamente relacionados com alterações genéticas e epigenéticas que vão influenciar o nosso processo de envelhecimento ou manutenção de poder funcional, juventude e qualidade de vida. METILAÇÃO DE ADN Estudos até à data sugerem que certos componentes alimentares podem alterar os níveis de metilação do ADN genómico e consequentemente alterar genes específicos em tecidos sistémicos e/ou localizados, afetando a estabilidade genómica e até afetar a transcrição de supressores tumorais e oncogenes. A metilação de ADN é uma ferramenta de sinalização epigenética comum que as células utilizam para bloquear genes na posição "off". Nas últimas décadas, os investigadores têm aprendido muito sobre a metilação do ADN, incluindo a forma como ela ocorre e onde, também descobriram que a metilação é um componente importante em inúmeros processos celulares, incluindo o desenvolvimento embrionário, inativação do cromossoma X e pres...

COMO O GLÚTEN INFLUENCIA A INFLAMAÇÃO INTESTINAL

Se pensar em inflamação intestinal que termos lhe vêm à mente? Cólicas? Diarreia? Divertículos? Pólipos? E termos como: Obstipação? Edema? Flatulências frequentes com ou sem odor terrível? Sintomas como esses consideramos “normais”, ou como resultado de inflamação intestinal? Sem nos darmos conta, diariamente alimentamos a “nossa máquina” de uma forma a alimentar processos altamente inflamatórios. Um dos “combustíveis” que potenciam fortemente a inflamação intestinal é o GLÚTEN. O QUE É? ONDE ESTÁ? O tão famoso glúten é uma proteína presente no endosperma das sementes dos cereais da família das gramíneas. Esta proteína é constituída principalmente por gliadina (proteína que ajuda na ductibilidade e coesividade do cereal) e a glutenina  (que tem como característica principal fornecer elasticidade, ou seja deixa o “pão fofo”). Encontramos o glúten nos produtos alimentares que na sua constituição têm farinhas de trigo, centeio, cevada, couscous, bulgur, kamut, espelta, en...

O STRESS CRÓNICO COMPROMETE A SUA LONGEVIDADE

Por acaso já reparou que há pessoas que em dois anos parecem envelhecer dez? Ou que alguém com 30 anos parece ter 50? Uma mudança para um trabalho demasiado exigente, uma relação conflituosa longa, o luto pela morte de alguém significativo, períodos de desemprego prolongado ou o estar a cuidar de alguém dependente, são alguns dos exemplos de situações de vida que podem desenvolver stresse crónico no nosso organismo. Ao contrário do stresse agudo, que é sentido durante um curto período de tempo, o stresse crónico resulta de um estado de excitação do nosso organismo que é contínuo e frequente, ao ponto de não permitir que o sistema nervoso autónomo consiga ativar a chamada resposta de relaxamento que é vital para a sua regulação. Conhecem-se já muitos dos efeitos negativos que o stresse geralmente produz, mas o que a ciência tem vindo cada vez mais a descobrir é até que ponto o stresse crónico impacta sobre a nossa longevidade. E o problema é que este impacto não se resume somen...

A VITAMINA D E O SEU PAPEL NA IMUNIDADE E SAÚDE DAS PESSOAS

A deficiência de vitamina D é uma epidemia não reconhecida entre crianças e adultos em todo o mundo. Essa deficiência tem sido associada ao aumento do risco de cancros fatais, doenças cardiovasculares, infeções, depressão, asma, distúrbios metabólicos, e tem sido implicada na etiologia das doenças autoimunes, tais como a esclerose múltipla , artrite reumatoide, Doença de Crohn, psoríase , diabetes mellitus tipo II, entre outras. A vitamina D é na sua essência uma hormona esteróide, que causa uma série de efeitos nos diversos órgãos e tecidos. Sendo necessária para a regulação de 229 funções genéticas em todas as nossas células. É produzida essencialmente através da exposição solar da pele ao sol, sendo encontrada em alimentos em quantidades mínimas, insuficientes para a execução das suas numerosas funções biológicas. Seria necessário ingerir diariamente 10 copos grandes de leite enriquecido com vitamina D para obter os níveis mínimos necessários. Devido a nossa capacidade de rea...